Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG

 
Período: Manhã ou tarde.

 

PROGRAMAÇÃO:

A ser acertada com a Escola

 

Incluso:

Transporte de ida e volta em ônibus convencional de turismo, com embarque e

desembarque na portaria da escola; ingresso para entrada no Museu de História

Natural com direito a observação do acervo (obs. O presépio do Pipiripau e a caminhada

pelas trilhas, têm horários determinados pelo Museu); cortesia para dois professores

acompanhantes.

 

Sobre o Museu:

 

O Acervo

O Museu mantém uma série de exposições, sempre abertas ao público. São mostras temáticas de diversas áreas. Na antropologia são exibidos artefatos da tribo mineira dos índios Maxakali, que viveu afastada de outras civilizações até meados de 1950. Fixados na região das cabeceiras do Rio Intanhém, no município de Machacali, os índios produzem objetos de arte, caça e pesca, adornos

e cerâmicas, mostrados no museu ao lado de fotos de Jean Yves Donnard. O objetivo é evidenciar a importância da sociedade silvícola no passado e no presente de nossa sociedade. A mostra de arqueologia apresenta a evolução da tecnologia do ser humano. Tem início há 15 mil anos, quando o homem pré-histórico fabricou os primeiros artefatos em pedras lascadas e polidas, como machados, facas e lanças. São exibidos também instrumentos fabricados com ossos, conchas marinhas e madeira, além de maquetes e gráficos de caráter didático. Na sala de Educação Ambiental estudantes e o público em geral participam de palestras e exibição de vídeos sobre o meio ambiente, animais em extinção e qualidade de vida. OPrograma de Educação Ambiental, desenvolvido desde 1975 nas trilhas e áreas verdes do Jardim Botânico, atende até 30 mil escolares por ano, em visitas orientadas. A exposição "História Natural da Sexualidade" é uma doação recebida do Museu Nacional de História Natural da França. Constitui-se de 54 painéis montados a partir de quinze meses de trabalho de mais de trezentos pesquisadores de trinta laboratórios. Retrata a evolução das espécies animais e vegetais através da sexualidade. O Laboratório Interativo de Ciências destina-se a "ensinar ciências, estimulando a curiosidade, a imaginação e o prazer", através de animais vivos, coleções de sementes e frutos, além de um modelo do corpo humano. A seção dedicada à mineralogia possui ampla biblioteca e amostras de minerais de diversas procedências, inclusive do exterior, como esmeraldas, turmalinas, ametistas e diamantes. A geologia é outra área de pesquisa e difusão. Aborda a evolução da crosta terrestre e formação dos minerais, rochas e minérios. Indica a localização de grandes jazidas, depósitos de águas superficiais e subterrâneas e a influência da exploração desses elementos sobre a civilização dos homens. O acervo O Museu mantém ainda exposições e núcleos de estudos nas áreas de paleontologia e arqueologia. Na paleontologia estão montadas réplicas em resina de fósseis de até 65 milhões de anos, como o Tigre Dente-de-Sabre e dinossauros. O Núcleo de Estudos de Arqueologia da UFMG, sediado no museu, realiza desde 1978 pesquisas e escavações em diversos locais, por exemplo, em áreas que teriam abrigado quilombos de ex-escravos em Minas Gerais.

 

Jardim Botânico

Árvores e centenas de plantas raras na paisagem de Belo Horizonte são encontradas no Jardim Botânico. Muitas dessas espécies nativas ou exóticas são replantadas, na estufa e sementeiras, para venda ao público externo. Mais de cem tipos de mudas podem ser adquiridas ali, como abricó, angico, bouganville, pau brasil, vinhático e ipê de diversas cores. Também árvores frutíferas para

formação de pomares são encontradas: ameixa,

amora, caju, cidra, pitanga, romã, saputi, siriguela e outras. São três estufas e uma sementeira que atendem ao Programa de Educação Ambiental, inclusive com o desenvolvimento de experimentos de reprodução de espécies ornamentais raras, controle de pragas e produção de plantas medicinais.

 

Presépio do Pipiripau

A partir de 1906, Raimundo Machado de Azeredo construiu, com pouquíssimos recursos, um dos mais detalhados e impressionantes cenários para contar a vida de Jesus Cristo. Em sua própria casa, sem energia elétrica, o artesão foi montando cenas que retratavam algumas das passagens bíblicas. Elas eram movidas, inicialmente, pela

força d'água, depois por um gramofone, em 1924

por uma pequena máquina a vapor construída por Raimundo e, desde 1927, por energia elétrica. Atualmente, são 45 cenas móveis, com 580 figurantes entalhados em madeira ou feitos em formas de gesso. Em 1984, o presépio foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.